“Uma noite de memórias”, antecipa Mário Cláudio

O Rancho Folclórico de Almeirim está a festejar os 60 anos. O grupo, que foi fundado em 24 de fevereiro de 1956, fruto do entusiasmo regionalista que então surgiu com a Feira do Ribatejo de Santarém, vai organizar um espetáculo no Cine-Teatro e com algumas surpresas. Fomos saber mais com o organizador.

Mário Cláudio, começamos por falar do espetáculo de dia 9. O que podem os espetadores esperar?
Este ano comemoramos os nossos 60 anos de vida ininterrupta, onde ao longo destes anos tentámos sempre dignificar a nossa terra na defesa das nossas tradições, das nossas danças e cantares. Almeirim, a nossa terra, sempre foi “vendida” da melhor forma, tanto no aspeto cultural, como noutros: como a Sopa da Pedra, os nossos vinhos, o nosso melão. Sempre valores que difundimos por esse mundo fora.
Achamos que seria uma oportunidade de nos juntarmos todos, os que passaram por este grupo, os que de qualquer forma participaram nas nossa vida e pensamos realizar várias atividades ao longo deste ano para comemorarmos os tais 60 anos.
Vamos realizar este espetáculo no dia 9, com melodias de sempre e uns apontamentos de folclore. No dia 30 de abril teremos a nossa Mostra Infantil de Folclore, também no Cine-Teatro e temos agendado também um almoço convívio no Salão Moinho de Vento, para o dia 15 de maio, onde contamos com a adesão de todos, para assim podermos juntos comemorar o nosso aniversário. Depois teremos no dia 25 de Junho o nosso Festival Nacional de Folclore, no palco das Festas da Cidade.

Mais do que um espetáculo de Folclore?
Sim, vai ser uma noite de memórias, recordações, de canções antigas que estão na lembrança de muita gente. Assim, com vozes e músicos da nossa terra, vamos fazer um espetáculo diferente.

Bem sabemos que há alguns pormenores que querem que seja surpresa. Mas há algum que nos possa revelar?
Como são surpresa não vou obviamente divulgar, mas posso adiantar que vão estar em palco três gerações do nosso grupo, e mais deixo para o próprio dia ser revelado.

Os aniversários são alturas de balanços e análises. Qual é balanço dos 60 anos de atividade?
Penso que o balanço é bastante positivo, embora cada vez mais seja difícil dar continuidade a estes grupos, por diversos fatores. A falta de elementos, embora tenhamos a Escola que já deu alguns, e a falta de atuações pagas, fazendo-se tudo agora em regime de permutas o que condiciona muito a vida de certos grupos. Mas penso que melhores dias virão.

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Quais os melhores momentos? E os menos bons?
Os melhores momentos foram muitos, seria exaustivo fazer aqui uma seleção deles e os menos bons também foram alguns, mas que nos deram força para continuar e assim podermos desfrutar dos bons momentos que passamos juntos, seja no país, seja no estrangeiro.

O Mário Cláudio tem 43 anos de Rancho, mas há gente com mais?
Sim, eu entrei em 1973 e por cá continuo. Dos que estão no ativo só o José Manuel Apolinário (Acordeonista) faz este ano 50 anos de vida dedicada a este grupo. Dos fundadores, e que até há pouco tempo deixou de colaborar connosco, está o meu pai, que assim faz 60 anos de grupo. Todos os outros são mais novos.

E o futuro está assegurado?
Eu penso que estamos a trabalhar nesse sentido, na nossa Escola de Folclore: ensinar e deixar o gosto para que possam assegurar o futuro do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almeirim, o que é uma grande responsabilidade. E aqui deixo um apelo para que apareçam mais na Casa do Povo, às 6ªs feiras à noite, para nos poderem ajudar a levar esta tarefa a bom porto

Ainda há bilhetes para o espetáculo?
Pelo que sei já, felizmente, está tudo vendido.

É possível fazer mais espetáculos igual a este ainda este ano?
A nossa ideia é -se correr bem esta noite- de repetirmos mais uma vez este espetáculo, mas tudo depende da adesão e da disponibilidade dos músicos, que vêm graciosamente colaborar connosco.

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