“A luta pela saúde é para continuar”

António Filipe é o rosto da Coligação CDU para as legislativas de 4 de outubro. Em declarações a O Almeirinense fala dos problemas do distrito, mas em articular no concelho de Almeirim. Saúde e IVA da restauração são apenas duas das ideias fortes desta entrevista.

O que o levou a aceitar um lugar como cabeça de lista por Santarém?
É uma grande honra para mim ter sido proposto como primeiro candidato da lista da CDU por Santarém e dar continuidade a um trabalho que temos vindo a desenvolver em defesa dos trabalhadores e do povo do distrito de Santarém.

Que ideias tem como necessidades para o Distrito?
A CDU apresentará muito em breve o seu compromisso para com o povo do distrito de Santarém, assente no diagnóstico das necessidades de desenvolvimento do distrito, que exige a defesa e o desenvolvimento da indústria, da agricultura, do pequeno comércio e serviços, valorizando o trabalho como motor do progresso e respeitando os trabalhadores e os seus direitos. O distrito pode e deve produzir mais, e para além disso devem ser garantidos os direitos fundamentais das populações no acesso a cuidados de saúde, à escola pública, a serviços públicos de qualidade, à segurança, a um ambiente equilibrado. Promover o trabalho com direitos, valorizar as pessoas e o território, pôr o distrito a produzir mais e melhor são prioridades da CDU.

E no caso particular do concelho de Almeirim?
Desde logo, há que garantir o funcionamento de serviços públicos de qualidade no concelho, incluindo ao nível da saúde em que se verificam problemas muito graves por falta de profissionais, mas também na garantia de acesso de todos os jovens à escola pública e no acesso das populações a serviços públicos de qualidade. Em matéria de acessibilidades, há que concluir a construção do IC3 com a ligação entre o Entroncamento e Almeirim, incluindo uma nova travessia do Tejo.

Sendo este um concelho agrícola e com muita restauração, há propostas concretas nestas áreas?
O concelho de Almeirim detém excelentes condições para a agricultura e para a agroindústria, que constitui um dos principais setores exportadores da região. Porém, a maioria das empresas do setor são de pequena dimensão e de cariz familiar, que necessitam de um apoio adicional para a sua sobrevivência. Deve haver uma aposta em fileiras onde existem potencialidades na região, bem como um programa de apoio às micro e pequenas empresas de transformação dos produtos regionais, na obtenção de produtos diferenciados de alta qualidade. Quanto à restauração, sendo um dos ex-libris de Almeirim, há que dar a devida atenção a este setor, designadamente com a reposição da taxa do IVA em 13 %, mas também com uma política de promoção da gastronomia local como elemento de atração
turística.

A descida do IVA na restauração é urgente?
É muito urgente repor o IVA da restauração em 13%. Os partidos que integram a CDU (o PCP e o PEV) propuseram por diversas vezes na passada legislatura a reposição da taxa do IVA da restauração em 13 %, o que foi sempre rejeitado pelos Deputados do PSD e do CDS.

Vai lutar por isso?
Repor a taxa do IVA da restauração em 13% é um dos compromissos que a CDU assume para com os eleitores e que vai certamente honrar, já no Orçamento do Estado para 2016.

E no caso da saúde que tem sido bandeira do CDU (em particular de Os Verdes) no distrito e no concelho?
A luta pelo direito à saúde tem sido de facto uma bandeira da CDU. Foram muitas as iniciativas tomadas na AR pela contratação de mais médicos e enfermeiros para os centros de saúde do distrito de Santarém, a braços com enorme carência de profissionais. O concelho de Almeirim foi exemplo disto mesmo, em que a falta de médicos justificou iniciativas e visitas da parte dos eleitos da CDU. Em matéria de cuidados hospitalares, a CDU rejeita a intenção do Governo PSD/CDS de fundir o Hospital de Santarém com o Centro Hospitalar do Médio Tejo. Esta luta continuará na próxima legislatura, em defesa do SNS e pela garantia do direito dos cidadãos à saúde.

O que será um bom resultado para o CDU no distrito?
Aumentar em número de votos e em percentagem o resultado de 2011 e evitar maiorias absolutas da coligação PSD/CDS ou do PS será um bom resultado para a CDU em 2015.

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