Crónica da Cidade por Elias Rodrigues

É com grande satisfação que saúdo o município de Almeirim pelo início das obras nas Escolas Velhas, que reabilitam a antiga Capela do Espírito Santo para aí instalar um Centro de Interpretação da História do Concelho, equipamento cultural vivificador do núcleo antigo, relegado até agora em favor das zonas de expansão recente. O seu exemplo virá despoletar novas intervenções,uma nova onda de atratividade e vivência a residentes e visitantes.Também a Misericórdia nos ofereceu recentemente a imagem renovada do antigo Hospital, e o vizinho Mercado Municipal como todos denotam tem grandes potencialidades de renovação no âmbito do Centro Histórico. Uma futura intervenção na Horta d’El Rei (atrás do Cine Teatro) com arranjo paisagístico central alusivo à horta/jardim/pomar(sec. XVI) e estacionamento público poderá mudar da noite para o dia o Centro da Cidade, que é marca maior da identidade almeirinense. E a autarquia tem neste processo de reabilitações urbanas um papel decisivo, junto das iniciativas privadas, aberta a ideias e ações participativas da sociedade civil. Recordemos que o Centro, a partir da Praça /Jardim da República, envolve um conjunto de edifícios de interesse público a salvaguardar e com potenciais turísticos (incluindo os azulejados do século XIX-XX)através de itinerários atrativos e bem apresentados. Também a nosso ver a concretização de uma escultura do Fundador de Almeirim- D.João I, num local digno e adequado (proposta “Memorial dos 600 Anos”), é inquestionavelmente merecedora de atenção e apoio. Como é sabido muito do património histórico de Almeirim desapareceu pelo que será desejável o anunciado Centro de Interpretação incluir conteúdos dinâmicos e pedagógicos, reconstituições virtuais e meios tecnológicos atrativos em especial para as novas gerações. (Pensemos no exemplo do Centro de Aljubarrota). Neste caminho Almeirim poderá então orgulhar-se da sua identidade, do seu património e afirmar-se sem tibiezas uma Cidade com Centro Histórico a visitar.

.